
E tu, imagem,
Ilusão de mulher, querido sonho,
Na hora derradeira, vem sentar-te,
Pensativa e saudosa no meu leito!
O que sofres? que dor desconhecida
Inunda de palor teu rosto virgem?
Por que tu’alma dobra taciturna,
Como um lírio a um bafo d’infortúnio?
Por que tão melancólica suspiras?
Álvares de Azevedo
Melancolia
da
negra noite
oferecida
ao meu
irradiar.
Irradiação
de
toda simpatia
ao
brilho magnífico
do vosso olhar.
Olhar
de
pantera maior
que
vaga bem lá
onde tudo está.
Tudo
que
não foge
do
meu alcance
de bardo em lar.
Lar
que
é o dos poetas
amigos
do bar cantante
de Byron.
Bryron
lá
no Vale Dos Poetas Perdidos
para
nós cantando uma
canção antiga.
Canção
que
vem a dizer
nossos
nomes de prazer
e de alegrias.
Alegrias
que
melancólicas são
na
combinação precisa
de nossas melancolias.
Melancolias
que
fazem coro
com
outros cantos
bem mais antigos.
Antigos
que
somos melancólicos
amando-nos
em tons
mui sombrios...
Sombrios
amores
melancólicos
próximos
do
Antigo...
Antigo
a
visitar
nossas
pagãs
lembranças...
Lembranças
do
mesmo
amor
que
compartilhamos...
Compartilhamos
e
melancolicamente
moldamos
como
nosso ninho...
Inominável Ser
MELANCOLICAMENTE
AMANDO
A MELANCOLIA
DELA
E COM ELA
VIVENDO
UM AMOR
ETERNAMENTE
ANTIGO
E MELANCÓLICO























