
Temo toda esta alegria
entre nós,
alegria entre amantes,
alegria entre namorados,
alegria entre esposos,
alegria entre um homem
e uma mulher
dentro do caminho
profundo amoroso.
Temo porque
jamais vivenciei
um momento assim,
um momento tão
especial,
assim,
nesta minha resistência
de trinta e cinco anos
como bardo.
Temo,
temo demais,
temo tremendo,
tal momento atual
da saga de meu existir
neste mundo
nada ideal,
nada seguro,
nada legal...
Estou sendo
tolo
ao temer
o amor que estou
a viver?
Estou sendo
bobo
ao temer
o amor que estou
a sentir?
Estou sendo
idiota
ao temer
o amor que me
incendeia tanto?
Temo,
temo
e temo
porque um romance
que estremece
é um romance que
faz parte das lendas
e dos mitos
acerca do
Grandes Romance
Da Terra.
Temo
porque amo
e perder este amor
seria a minha
catástrofe maior...
Temo
e não sinto vergonha
ao estremecer
e me diminuir,
sentindo-me menor...
Temo e amo
porque assim deve ser
dentro do meu
poético ser...
Quem não teme
a visão de um dia
no qual todo um
romance
termine,
que atire contra mim
a primeira injúria
mais bem
fundamentada.
Inominável Ser
INSEGURO
ROMÂNTICO
TEMEROSO
























