Árvores,

Das Muitas Árvores E Das Poucas Raízes

22:09:00 Inominável Ser 0 Comments


Transe estranho

Campo estranho

E eu acampo

Entre as árvores

Que não caem mortas

E ao mesmo tempo estão

Totalmente mortas

Diante da fúria grosseira

Da estupidez passageira

Da materialidade


Será que estou amando

Uma estranha

De terra estranha

Que eu nunca verei

Diante das poucas raízes

Que tenho plantadas

Em meu solo

De poeta sem nada?


Eu não queria ter o acreditar

Em uma fantasia tal

Pois lido com a lira

E sou um poeta marginal

Marginal de árvores ressequidas

Que tentam romanticamente poetizar

Marginal faminto pela consideração

De seus escritos altos

E de seus escritos vãos

Marginal louco amando

Uma estranha que nunca verá

Diante de suas poucas raízes

De equilibrada razão


Sou semente que nascida

Foi separada do resto das

Boas árvores

Sei que desagrado

Ao invés de ser de bom grado

E selo meus dedos

Diante do provável

Busco o improvável

Em minhas poucas raízes

De sanidade

E ergo as árvores da coragem

Amando uma estranha

Que não terei ao meu

Romântico lado


Mudanças e mudanças

Caindo chuvas

Caindo lembranças

Cada ponto

Cada chama

Cada frase

Cada verso

Cada canto

Cada lágrima

Cada choro

Cada silêncio

De um Romântico Inominável

Como eu

Sempre é pelas estranhas distantes

Que ele ama

Sem ter uma árvore sequer

Das muitas árvores

Dos homens mais amados

Para poder plantar

Aos pés de suas estranhas distantes

Amadas


Insisto nestes Romances

Romances Das Poucas Raízes

De Coveiro tenho muito

De Louco tenho tudo

De Jardineiro tenho mais

De Inominável Filho De Lilith

Tenho demais

De Muitos E Muitos E Muitos

Inomináveis A Mais Em Mim

Tenho infinitos mais

E não perco as poucas raízes

Tenho poucas raízes

As Raízes Das Árvores Inomináveis

Que Romantizam

E cada uma delas acolhe

Meus Romances

Meus Delírios

Meus Enterros

Meus Jardins

Meus Outros Caminhos


Estranha que sete infinitas vezes

Romantizo com poucas raízes

Ao teu Ser guio

Meu Romântico Ser

E julgo em ti plantar

Árvores Do Alto Amar

E juro em ti colher

Mesmo distante

Mesmo sem nunca te ver

Árvores Do Mais Alto Puro Amar


Eu sou triste

O Triste Ser De Poucas Raízes

Mas Procuro Amar

E Sou Amado

Pelas Inomináveis

Do Grande Alto Mar


Mas quero também

Ser amado

Pelas nomeáveis

Do Terrestre Mar

Que longe estão

Que estranhas são

Longe das minhas poucas

Raízes

Estranhas às minhas poucas

Raízes

Ignorantes do meu

Romântico Prazer

Em aqui Romantizar

Cada Árvore Do Grande Ser

Do Verdadeiro Amor


Uma Árvore De Infinitas

Raízes

Uma Árvore De Infinitas

Árvores

Que Daqui Busco

Romanticamente Abraçar


Inominável Ser

ROMANTICAMENTE

ABRAÇANDO

AS SUAS POUCAS

RAÍZES




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