Meus Treze Primeiros Romances

Meus Treze Primeiros Romances - Poema Três - Doce Tempo Que Nunca Voltará

00:00:00 Inominável Ser 2 Comments


Amo e choro

o inesquecível remorso

de não tê-la beijado

no momento mais,

desejado e

sagrado

do resto

da minha vida.


Nada irá trazer

de volta

aquela época em que

a minha vida foi

repleta de risos

aplausos

dos mais

aplaudidos risos.


Da infelicidade

fiz o meu signo,

do sofrimento

o meu destino,

do meu amor

inesquecível,

do meu choro

armistício infindo.


Vivi na

plenitude,

cai na

virtude,

levantei na

desprezada alegria,

cai de novo na

amada vertigem vivida.


Posso rir

e posso chorar,

posso gritar

e posso amar,

posso morrer

e posso ressuscitar,

não posso viver

sem te possuir e te ter.


Voltar no tempo

é impossível,

nunca amarei

a mais singela

fada mulher

que um dia surgir

como a mais atraente

musa mulher que santifiquei.


Anos de imenso calor

são só lembranças

de nenhum caso

de amor,

só um amor sempre

guardado, resguardado,

aflito,

não-correspondido.


Sorvo os vinhos

dos vinhedos

imaginários

da prismada

sofreguidão estampada

na carismática

solidão

violentada.


Meu espaço descarnado

atraiu o último

desesperado suspiro

do meu único amor,

indivisível

e irrefutável,

e o amarrou

sem piedade.


O amor

que sobreviveu em mim

teve um fim

que me agrediu,

agressão

sem estupidez,

agressão

com leveza sutil.


Desaprendi a reviver

e aprendi

só a morrer,

várias vezes

só a morrer,

a cada dia morrer,

a cada palavra

morrer sem morrer.


Só vivo pelo tempo

que passei,

só vivo pelo amor

que esperei,

só vivo pela razão

de ser

assim:

poeta, poeta e só poeta.


Terça-feira, 21 de fevereiro de 1995







2 Românticos Aqui Se Revelaram:

Aмbзr Ѽ disse...

no amor e no sentimento mórbido, seu estilo é detalhista e inconfundivel.

http://terza-rima.blogspot.com/

Um inominável estilo, Amber, sem fixidez em um patamar e nem a exatidão de um estar em algum lar...