Meus Treze Primeiros Romances

Meus Treze Primeiros Romances - Poema Quatro - Carne Aflita

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Surge na imensidão invencível

da minha doce vida,

a imagem do corpo

da melodiosa virgem

virgem amada não por mim,

mas,

pela poesia.


Se estrelas cairem,

uma ficará no céu só para ti;

se as flores morrerem,

uma sobreviverá só para ti;

se eu morrer,

uma fagulha de amor viverá

só para ti.


Se o mar se revoltar com tudo,

as águas em ti só banharão suavemente;

se o fogo consumir tudo,

as chamas em ti só queimarão a paixão;

se minha carne se rebelar

com tudo,

sou só um homem.


Homem que não é simples

como muitos,

nem bom, nem mau;

nem odioso, nem odiado;

sou só para mim e para ti

um homem solidário com a tristeza

e apaixonado com a alma.


Queimo, me queimo,

minha vida é me queimar

no fogo do prazer, no fogo do instinto,

no fogo do apetite, no fogo da morte,

bradando pela carne

que chama pelas

forças da vida.


Tempero para ti todos os pratos,

bebo para ti todos os venenos,

mato para ti todos os bandidos,

vivo para ti todos os sofrimentos,

consigo

para ti

todas as alegrias.


Em mim vive uma chaga

que só não me mata

porque não sou doente físico,

mas, doente do espírito,

doente de paixões, amores,

prazeres, sexo, beijos,

abraços, carinhos.


Firme será o objetivo

de te conquistar só com um beijo,

que te fará mulher nascida, feita

e renascida,

e me fará homem feliz, feliz, mas,

na vida real,

infeliz.


Feliz é o homem

que infeliz como eu

um dia tem a sua vida transformada

ao ser amado por uma mulher,

mulher que eu tanto sonho

para mim

todos os dias.


Aflição e vontade morrer,

larguem a minha carne,

dêem-me a felicidade,

dêem-me a graça, dêem-me a sorte,

dêem-me o dia, dêem-me a hora

de te ter

na máxima serenidade.


Segunda-feira, 06 de março de 1995







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