Meus Treze Primeiros Romances

Meus Treze Primeiros Romances - Poema Doze - Gelo Do Inverno Renascido

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Frio cortante e bêbedo

de tanta melancolia,

tristeza e mágoa

maiores do que no Outono,

a Primavera te supera,

o Verão te destrona.

Frio também fico,

o Inverno é terrível

e obscuro,

a tristeza que crescia

aumenta a cada dia gélido

de cálida ruptura

estratificada

desse imenso mal.

Caminho contra o Inverno,

amando da mesma forma

o que amo,

odiando nada

porque o ódio leva a nada,

mas,

triste,

porque a tristeza enrijece

a força da alma.

Chuvas que caem no Verão

não são como as chuvas

que caem no Inverno;

no Inverno,

as gotas d'água congelam

o mais profundo

e nunca explorado

da alma.

Chuvas ou neve congelam

mais do que isso,

não só

o material

como também

o corporal,

o mental

e o espiritual.

Meu amor não se congela,

ou seja,

na Primavera,

no Verão,

no Outono

ou neste Inverno,

renasce a cada ano que

passa,

renasce até o Inverno,

tornando-o lindo

aos meus olhos.


Terça-feira, 22 de agosto de 2010






2 Românticos Aqui Se Revelaram:

Cria disse...

Sempre bom estar aqui e te ler. Beijo, poeta amigo.

Agradecido fico pelo comentário, Cria.