Poema,

Como Em Um Poema

22:12:00 Inominável Ser 2 Comments


Como em um poema de Elliot,

os versos nascentes que me dizem

acerca de teu existir em meu

pensamento de bardo que

teima em romantizar,

traduzem-na como uma meia-irmã

de Afrodite,

filha da espuma do mar

e de Shiva,

bailando sem parar acima

de ossos secos,

profetizando a bailar acima

dos túmulos da insensibilidade

e clamando bem alto

doze poemas de Baudelaire.


Como em um poema de Baudelaire,

os versos que teimam em meus

pensamentos de bardo que

teimosamente romantiza

nesta época de insensíveis

animais racionais,

traduzem-na como A

Musa Crepuscular,

Senhora da Beleza

que os albatróis admiram,

Senhora da Eternidade

que os Vampiros idolatram,

Senhora da Vida

que a própria Morte respeita

e Anjo Caído que pisoteia

o rabo do Grande Demônio

clamando em voz elevada

poemas de Byron.


Como em um poema de Byron,

os versos rebeldes que

se transformam em romances

através dos pensamentos

do romântico bardo que eu

teimo em continuar a ser,

traduzem-na como Lightness

vencendo Darkness

em meio a uma chuva de meteoros

no Mediterrâneo,

sedutora atrevida e recatada

que desafia Don Juan

a duelos de beijos e espadas,

espadachim andarilha

que vive uma saga em busca

do sentido da bebida dos dias

e lilithiana criatura que

serpenteia pelas viris peles

clamando em voz tempestuosa

poemas de Rimbaud.


Como em um poema de Rimbaud,

os versos povoados de um

romantismo exagerado

nativos dos pensamentos

do exagerado romântico bardo

que eu mui teimoso sou,

traduzem-na como

A Mulher-Demônio

em várias temporadas

no inferno dos desejos,

A Desejada

no meio da praia,

A Desejada

no meio das ruas,

A Desejada

no meio dos desertos,

A Desejada

no meio dos palácios,

A Desejada

no meio de todo Desejo

e A Desejada

por Eros

na mesa do

Banquete Olímpico do Saara

clamando com voz estremecedora

poemas de Cruz e Sousa.


Como em um poema de Cruz e Sousa,

os versos rangendo em meus

românticos teimosos pensamentos

de romântico rangedor bardo

teimoso indiscreto,

traduzem-na na alvura

dos Campos Elíseos,

na alvura

dos Reinos Solares,

na alvura

dos Círculos Lunares,

na alvura

dos Ciclos Planetários,

na alvura

dos Sinos Estelares,

na alvura

dos Signos Galácticos,

na alvura

dos Símbolos Universais

e na alvura

do Sim Da Criação

clamando com voz absoluta

poemas de Florbela.


Como em um poema de Florbela,

os versos buscando sempre

os meus teimosos pensamentos

de romancista em pele de

teimoso bardo a romantizar,

traduzem-na como

A Donzela Amada,

A Donzela Desprezada,

A Donzela Amarga,

A Donzela Solitária,

A Donzela Amando,

A Donzela Amante,

A Donzela Beijada,

A Donzela Frágil,

A Donzela Poetisa,

A Donzela Afrodisíaca

e

A Donzela Divina

que Deus pôs no mundo

para bem alto clamar

O Poema Do Amor

Ao Amor Da Poesia.


Como no Poema Do Amor

Ao Amor Da Poesia,

os versos que traduzem meus

pensamentos de bardo versado

na teimosia de continuar

a romantizar em um desespero

contínuo e agradável,

não te traduzem mais e,

sim,

permitindo-me ver-te em

si mesma,

mostram-me A Realidade

de uma mulher romantizada

pela poesia de um romance

de pureza tão rara

quanto a pureza que tento,

como teimosa insistência,

aqui impor nestas

teimosas linhas e páginas,

clamando em voz baixa

o meu primeiro romântico

poema...


Inominável Ser

TEIMOSO

ROMÂNTICO

BARDO

COMO EM UM

POEMA







2 Românticos Aqui Se Revelaram:

Janita disse...

Sensacional e admirável este poema!
A tua forma de homenagear estes poetas que se eternizaram no tempo e sem que tenhas, sequer, esquecido Florbela Espanca, foi, igualmente, uma forma de revelares a tua grandiosa veia poética e sonhadora.

Adorei e felicito-te, incomparável Ser Romântico( Inominável).

Saudações amigas.

Janita

Foi um poema escrito como em um poema, cada verso indo mais além da imaginação poética, toda letra encontrando os versos maiores de uma sinfonia formidável da Deusa Poesia.

Enfim, inominável viagem minha, Janita!