Alto Amor,

O Apogeu Do Império Do Amor

12:00:00 Inominável Ser 0 Comments


Ramsés,

Assurbanipal,

Assuero,

Nabucodonossor,

Davi,

César,

Augusto,

Diocleciano,

Artur,

Alexandre,

Carlos Magno,

Napoleão

e todos

os grandes governantes

da Terra,

amantes da espada,

do sangue,

da conquista,

do poder,

das riquezas

e da guerra,

e não do próprio

Verbo Encarnado

Do Amor

que são todas as

Poéticas Musas Eternas,

falharam como senhores

de seus interiores

impérios.


Para que tanto poder

se O Verdadeiro Poder,

o do Verdadeiro Amor,

não é alcançado

por homens e mulheres

iguais a eles

em ambição

e efêmera majestosidade?


Para

O Nada.


Para que tanta

tola soberba

e frágil arrogância

misturado a

inútil orgulho se

A Maior Verdade

está na humildade

de Saber Amar

com sobriedade,

desconhecido fato

para homens e mulheres

iguais a eles

em volúpia

e violenta vontade?


Para

O Nada.


Para que impérios

e reinos

e governos

tão suntuosos,

tão feitos de

areia esmagável

aos pés dos

Senhores Supremos

Do Tempo,

se O Inderrubável

está no fato de

construir torres

de Ensino Celeste

para a Conjugação

incessante

do Verbo Amor,

Conjugação que será

sempre inacessível

para homens e mulheres

iguais a eles

em vazio

e raso pensar?


Para

O Nada.


Já estive em tronos,

já estive em púlpitos,

já estive em sinagogas,

já estive em mesquitas,

já estive em florestas,

já estive em desertos,

já estive nos pântanos,

estou em romântica cova

atualmente.


Minhas anteriores

carnais vestimentas

saborearam de tudo,

tiveram tudo,

tiveram muito,

tiveram pouco,

tiveram nada,

quando caminhavam

como aqueles fantasmas

amando

a espada,

o sangue,

a conquista,

o poder,

as riquezas

e a guerra.


Não me lembro

em qual fonte,

não me lembro

em qual ponte,

não me lembro

em qual fronte,

mas me lembro que

em uma vida

conquistei um Império

que hoje transborda

mais poderoso do que

qualquer outro tipo

de Império

que eu tenha

governado,

que eu vá

governar

ou que eu

governe.


Nesse Império,

a flor

substituiu

a espada.


Nesse Império,

as águas

substituíram

o sangue.


Nesse Império,

a calmaria

substituiu

a conquista.


Nesse Império,

o sonho

substituiu

o poder.


Nesse Império,

a humildade

substituiu

as riquezas.


Nesse Império,

a paz

substituiu

a guerra.


Minha coroa é

de poéticas flores.


Meu trono é

de poéticas folhas.


Minhas vestes são

de poéticos tecidos.


Minha capa é

de poético brilho.


Meu cetro é

uma poética pena.


Meu Império?


Um romântico poema.


Minha Imperatriz?


Uma romantizada mulher.


Meu castelo?


Todos os meus românticos sonhos.


Minhas posses?


Todos os meus românticos delírios.


Minhas riquezas?


Toda a minha romântica sanidade.


Meus súditos?


Todos os românticos que me seguem.


Meus aliados?


Todos os românticos que me inspiram.


Meus descendentes?


Todos os românticos poemas que eu respiro.


Meu sucessor?


Um romântico que,

no futuro,

me reconhecerá

como seu pai e mestre

espirituais.


Minha herança?


Minha obra,

dedicada à

Eternidade,

a qual

romanticamente

aspiro.


Inominável Ser

UM ROMÂNTICO

IMPERADOR


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