Delírios,

Vertigens...

12:00:00 Inominável Ser 0 Comments


Há uma hora

(ou seriam duas

ou três

ou quatro

ou cinco

ou todas?)

na qual eu tenho

as mais densas

vertigens.

A mente,

de repente,

loucamente dança

e me sinto tragado

para um infinito

universo de poemas.

Fico,

então,

cego para o resto

do mundo,

surdo para os ruídos

fora de meu quarto,

mudo aqui dentro

de meu quarto...

As vertigens são

poderosíssimas...

As vertigens são

riquíssimas...

As vertigens são

inspiradíssimas...

Te imagino,

então,

na escuridão,

na luz,

na imensidão,

na expansiva forma

através da qual

todos os universos

crescem...

Em devaneios,

nos transes desenhados

pelas minhas vertigens

versifico

sobre a tua beleza,

versifico

sobre a tua humanidade,

versifico

sobre a tua bondade,

versifico

sobre a tua humildade,

versifico

sobre a tua pele,

versifico

sobre os teus lábios,

versifico

sobre os teus beijos,

versifico

sobre os teus calores,

versifico

sobre o teu suor,

versifico

sobre o teu ser...

As vertigens

poetizam...

As vertigens

são cada letra

de meus

poemas escritos

em transe...

As vertigens

romantizam...

As vertigens

são todos os romances

entre as Luzes

e as Trevas

nascidos fora deste mundo,

nascidos aqui,

bem aqui,

dentro do meu

inominável mundo...

Nas vertigens

através das quais

vou passear em teu mundo,

todos os vossos nomes

de princesa dominante

de muitos corações

surgem diante

de meu olhar em transe...

Nas vertigens,

surgem vossos

nomes...

Nas vertigens,

vossos nomes são

visualizados...

Nas vertigens,

vossos nomes são

sussurrados...

Nas vertigens,

eu te chamo de

Flávia...

Nas vertigens,

eu te chamo de

Lidiane...

Nas vertigens,

eu te chamo de

Elaine...

Nas vertigens,

eu te chamo de

Michele...

Nas vertigens,

eu te chamo de

Viviane...

Nas vertigens,

eu te chamo de

Luíza...

Nas vertigens,

eu te chamo de

Luciana...

Nas vertigens,

eu te chamo de

Ana...

Nas vertigens,

eu te chamo de

Aline...

Nas vertigens,

eu te chamo de

Bárbara...

Nas vertigens,

eu te chamo

de Eva...

Nas vertigens,

eu te chamo de

Rebeca...

Nas vertigens,

eu te chamo de

Ilana...

Nas vertigens,

eu te chamo de

Ivana...

Nas vertigens,

eu te chamo de

Lou...

Nas vertigens,

eu te chamo de

Sabrina...

Nas vertigens,

eu te chamo de

Madonna...

Nas vertigens,

eu te chamo de

Halle...

Nas vertigens,

eu te chamo de

Rihanna...

Nas vertigens,

eu te chamo de

Ferrari...

Nas vertigens,

eu te chamo de

Cubana...

Nas vertigens,

eu te chamo de

Maliah...

Nas vertigens,

eu te chamo de

Buffie...

Nas vertigens,

eu te chamo de

Cherokee...

Nas vertigens,

eu te chamo de

Jazzie...

Nas vertigens,

eu te chamo de

Beauty...

Nas vertigens,

eu te chamo de

Solei...

Nas vertigens,

eu te chamo de

Vickie...

Nas vertigens,

eu te chamo de

Amber...

Nas vertigens,

eu te chamo de

Naomi...

Nas vertigens,

eu te chamo de

Druuna...

Nas vertigens,

eu te chamo de

Sara...

Nas vertigens,

eu te chamo de

Lacey...

Nas vertigens,

eu te chamo de

Babalu...

Nas vertigens,

eu te chamo de

Elke...

Nas vertigens,

eu te chamo de

Jayonna...

Nas vertigens,

eu te chamo de

Koshka...

Nas vertigens,

eu te chamo de

Sonya...

Nas vertigens,

eu te chamo de

Tarja...

Nas vertigens,

eu te chamo de

Infiniti...

Nas vertigens,

eu te chamo de

Lilith...

Nas vertigens,

eu te chamo

eu te chamo

eu te chamo

eu te chamo

eu te chamo

eu te chamo

eu te chamo

eu te chamo

eu te chamo

na cama

na cama

na cama

na cama

na cama

na cama

na cama

na cama

na cama

minha

vertiginosa

de nomes e nomes e nomes

e nomes e nomes e nomes

e nomes e nomes e nomes

e nomes e nomes e nomes

e nomes e nomes e nomes

e nomes e nomes e nomes

e nomes e nomes e nomes

e nomes e nomes e nomes

e nomes e nomes e nomes

intermináveis...

Em minha cama,

na solidão mais

vertiginosa

em meio aos delírios

mais

vertiginosos...


Inominável Ser

DELIRANTE

ATRAVÉS DAS

MAIS POÉTICAS

VERTIGENS

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