Manhãs Da Criação,

Aquelas Manhãs Aladas

12:00:00 Inominável Ser 0 Comments




Eu era jovem
dentro do tumulto
de um mundo
antigo e nobre.

Eu tinha uma lira
tocada com maestria
dentro da rotina
da minha divina vida.

Entoava cânticos
cheios de planos
sobrevoando o campo
dos meus encantos.

Não havia desordem
no mundo jovem
e a pura ordem
abençoava todo norte.

Nem havia uma palavra
dentro e diante da lavra
de uma sagrada
manhã alada.

Todas as manhãs
naqueles tempos de lã
eram alamedas nada vãs
de ressonâncias cristãs.

Cristo voava alto
dentro dos meus atos
de romântico cantando
para todos os cantos.

Todos os cânticos
durante mil anos
entoei aos meus sonhos
com aquela musa alada.

Musa alada das
manhãs aladas,
aquelas manhãs aladas
beijadas pela Cruz Alada!

Musa alada daquelas
manhãs aladas,
aquelas manhãs aladas
de um tempo todo de asas!

Musa alada naquelas
manhãs aladas,
aquelas manhãs aladas
envoltas por Anjos Bardos!

Musa alada de todas as
manhãs aladas,
aquelas manhãs aladas
senhoras de todas as Eternas Almas!

Fugiu a musa...
A Musa...
Acabaram aquelas manhãs...
 Aquelas manhãs...

Os Obreiros Das Tempestades
levaram todas
aquelas manhãs
do seio desta Humanidade...

Por que, Obreiros?
Por que, Obreiros?
Por que, Obreiros?
Por que, Obreiros?

"A resposta vem silenciosa,
dentro das românticas almas,
como a vossa,
que são manhãs aladas..."

Inominável Ser
OBREIRO
DAS NOVAS
MANHÃS ALADAS

0 Românticos Aqui Se Revelaram: