Angústia,

Sufoco Da Alma Solitária

13:58:00 Inominável Ser 0 Comments




Como na carne,
as marcas da
Passagem Temporal
atingem-me n'alma,
agitando a grandeza
da bruta solidão
e da bruta tristeza
na fonte original
do meu material
caminhar.
Às vezes,
fragmentos d'alma
minha
vejo escorrendo
pelo Labirinto Invisível,
onde o meu
Verdadeiro Nome
está escrito.
Outras vezes,
a substância d'alma
minha
sinto escapando
pela Rodovia Sincrônica,
indo para
um extremo a outro
deste mundo,
congelando no
Oceano Ártico,
derretendo no
Deserto Do Saara.
Todas as vezes,
a essência d'alma
minha
grita por um socorro
que jamais
chega;
geme por um abraço
que jamais 
chega;
sussurra por um carinho
que jamais
chega;
rosna por um Amor
que jamais
chega...
Através dos mais
lacrimosos mares
em meus carnais
mortais olhos,
vou exibindo
todo o cansaço
d'alma minha,
gotas d'água 
caindo
dos espelhos d'alma
minha...
Girando e girando
na Roda Da Fortuna
em meu
Mapa Cármico,
Saturno me pressiona,
retrai,
consome,
limita,
consola,
atrasa,
cobra
e ensina...
Nas Amorosas Sendas,
Sendas que amarram
a todos os humanos
na Dualidade,
meus amores obscuros
e iluminados
vão sendo devorados
pela
Eterna Fome Saturnina...
E a alma minha,
sofrida e abatida,
vai sendo devorada
junto,
dizendo sempre que
a minha época
nesta existência
já passou...
A infância
já passou...
A adolescência 
já passou...
A maturidade
já passou...
A velhice
já passou...
Minha morte
fica,
minha morta alma
fica...
Tanatos ainda
não cortou
o meu fio de prata
porque ainda
minha hora final
não chegou.
Ela sempre
chega.
Mas,
aquela que
a minha
morta alma
deseja
nunca chega.

Inominável Ser
QUE TAMBÉM
NUNCA CHEGA
 

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