Angústia,

A Mais Duradoura Das Eternas Sensações

00:37:00 Inominável Ser 0 Comments



É no tempo de um agora
cheio de remendos
de paixões acabadas
que me intrometo a querer
falar de uma sensação
que um dia foi rara.

Eu estava na adolescência.

Eu era o que agora sou:

eterno solitário.

E eu tinha uma paixão...

Ela povoou meus sonhos,
povoou minha mente,
povoou minha alma,
menos o meu corpo
e os meus lábios.

Escrevi para ela quase mil poemas.

Escrevi para ela um milhão de versos.

Escrevi para ela...

A escola acabou.
Aquele tempo acabou.
Aquela época morreu.
Aqueles poemas...
Aqueles versos...
Ficaram aqui!

Aqui em minha mente!

Aqui em minha alma!

Aqui em meu corpo!

Aqui em meus lábios!

Aqui,
uma sensação que me torna
refém de lembranças
que balançam,
que estremecem,
que quebram,
que tonteiam,
que envergam...

Já não sou mais um adolescente.

Já não tenho mais aquele vigor.

Já não jogo mais como jogava

no amor.

Como ouvir uma música
do passado
sem me lembrar
dela?
Como?
Eis uma sensação
inoportuna
e agradável,
nervosa
e pacificadora,
triste
e romântica,
pavorosa
e suave...

Paradoxo indo.

Paradoxo vindo.

Paradoxo fluindo.

Paradoxo refluindo.

E eu sentindo.

Inominável Ser
SENTINDO
A
SENSAÇÃO

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