Angústia,

Me Dê Um Pouco Da Vida Que Tu És!

00:59:00 Inominável Ser 0 Comments




Me dê um pouco
Da vida
Presente em teus olhos,
Não me deixe morrer
Cego pela rotina
Da visão
De humanos ossos andantes
Pelas ruas
Que se julgam
Vivos!


Me dê um pouco
Da vida
Presente em teus lábios,
Não me deixe morrer
Diante da secura
Da falta de uma
Maior bebida
Que tire de minha boca
Todo o fel
Da minha amarga
Vida!


Me dê um pouco
Da vida
Presente em teu sorriso,
Não me deixe morrer
Sem ver um sorriso
Que me fará
Talvez voltar
A dar um sorriso
Simples
É sincero!


Me dê um pouco
Da vida
Presente em teus seios,
Não me deixe morrer
Sem acariciar
Com meus lábios
Teus quentes mamilos
É adormecer recostado
Aos mesmos!


Me dê um pouco
Da vida
Presente em tuas mãos,
Não me deixe morrer
Sem sentir o calor
De tuas mãos
Acariciando-me o corpo
Inteiro,
Com um carinho
É um afeto
Que tanto preciso
Nestes tempos
De tanto desafeto!


Me dê um pouco
Da vida
Presente em teus quadris,
Não me deixe morrer
Sem que eu possa
Tocar em teus
Febris quadris,
Dancemos
Todas as músicas,
Dancemos
Toda noite,
Dancemos
Todo dia,
Dancemos
Sem fim!


Me dê um pouco
Da vida
Presente entre tuas pernas,
Não me deixe morrer
Sem saborear
Com minha boca
A tua vagina
A me receber
Como querido convidado
E sem deixar
Meu pênis tecer
Um caminho de prazer
Em direção
Ao maior
Dos orgasmos!


Me dê um pouco
Da vida
Presente em tuas pernas,
Não me deixe morrer
Sem sentir
O calor das tuas pernas
A envolver-me
Enquanto te penetro
Com carinho,
Com ternura,
Com firmeza,
Com a determinação
De te dar
O melhor
E maior
Prazer!


Me dê um pouco
Da vida
Presente em teus pés,
Não me deixe morrer
Sem beijar
Os teus pés,
Sem acariciar
Os teus pés,
Sem sentir
Os teus pés
Massageando meu peito,
Minhas costas,
Meu rosto,
Minha alma!


Me dê um pouco
Da vida
Que você é!


Me dê!


Me dê!


Me dê!


E antes de morrer
Poderei,
Então,
Dizer que tive
Em meus braços
Uma mulher capaz
De revitalizar
Toda alma
Que se encontra
Em frangalhos,
Toda mente
Que se ampara
Nos próprios cacos
É todo corpo
Que se arrasta
Em pó
Pelas humanas cidades
De barro!


Que antes de morrer
Meu corpo,
Minha mente
E minha alma
Sejam pela
Tua alma,
Tua mente
E teu corpo
Revitalizados!


Eis um humilde pedido
De um homem marcado
Para a cova
Ainda em vida!


Inominável Ser
PEDINDO
PELA VIDA
QUE ELA
É




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