Imperfeita,

Imperfeita XIX

20:13:00 Inominável Ser 0 Comments


Michelle Maron


Este som vem da sua fúria,
um tom da sua textura,
direto jogo de notas hardcore
em uma tresloucada música:
a tocada pelos teus lábios
por toda minha pele.
Rebelde,
você não busca o comum
em mim,
nem joga no comum
em si.
Rebelde,
sua essência é tocar
uma distorcida guitarra
sem fim,
uma apocalíptica bateria
aniquiladora.
Rebelde,
você se vale do peso
de uma pegada metal
que rasga todo comodismo,
que estraçalha todo
mundo indicado como
fora de rítmicos tumultos.
Rebelde,
imperfeita como devem ser
as mulheres de verdade,
imperfeita como devem ser
as mulheres da realidade,
imperfeita como devem ser
as mulheres sem tolas frescuras
e tortas vaidades:
seu compasso
em ser para mim,
sua harmonia
em ser para si mesma.
Nessa rebeldia,
também ardente em meu
ego imperfeitamente,
também nervoso em meu
coração imperfeitamente,
também ruidoso em minha
mente imperfeitamente,
levo meus sentidos
às revoltadas estradas
de suas curvas...
Rasgados...
Pacificados...
Impávidos...
Suados...
Ofegantes...
Acelerados...
Adormecidos...
Despertos...
Cansados...
Platéia...
Ouvintes...
Artistas...
No palco...
Na praça...
Na boate...
Na praia...
No estádio...
No estúdio...
No festival...
Na música de nossos
imperfeitos shows,
seduzimos até mesmo
as Trevas
e as Relvas
e as Rendas
e as Tendas
e as Sendas
em nosso redor...
Tocamos uma revolução
em nós mesmos,
trocando armas de fogo
por abraços em fogo
na rebelde orquestração
dos lençóis...

Inominável Ser
UM IMPERFEITO
REBELDE
AO SOM DE UMA
IMPERFEITA
REBELDE




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