Imperfeita,

Imperfeita XV

02:59:00 Inominável Ser 0 Comments


Elizabeth Minto Das


Tudo escorre determinado
a um encontro de nossos
apaixonados lampejos
dentro da diária fúria
que nos consome
e conjura.
Consumidos,
somos cinzas buscando
um ao outro
como tentativas de
reconstrutoras situações
de nós mesmos,
estamos quebrados
em todos os sentidos.
Conjurados,
exercemos os papéis
da Maga
e do Mago
perdidos nas temporais
correntezas
e buscando a saída
ao nadarmos contra
todas as contrárias
marés.
No entanto,
com a fúria
e a força
de Lilith
a sua resistência
é bem maior...
A minha
existência
é também
bem menor
do que
a tua insistência
no furado barco
onde navegamos
por aí...
Sua coragem 
ao encarar os desastres
que nos rondam
encolhe a minha pequenez
diante dos mais
aterradores gigantes...
Sempre muito
furiosa,
sempre muito
nervosa,
você me pega
pelos braços,
arrasta pelas ruas,
bate na minha cara
e me arrasa na cama
com uma estranha
selvagem ternura...
A lama atravessamos,
sim,
atravessamos...
Muitas outras coisas
a mais,
atravessamos...
Abismos de perigos
e demais empecilhos
atravessamos...
E por sermos
tão parecidos
como atravessadores
deste deserto,
famintos por alimentos
que o mundo
jamais nos dará
e sedentos por uma
determinada bebida
que sempre nos foge,
seguimos abraçados
em meio às chamas
de um inferno
existencial...
Que Romance
Animal!

Inominável Ser
EM UM IMPERFEITO
RITMO
DE ESTRANHEZAS
COM ELA




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