Imperfeita,

Imperfeita XVI

20:55:00 Inominável Ser 0 Comments


Dolly Vicious


Os fatais lembretes
de teus braços como
indecentes correntes
reafirmam muito mais
da minha liquidez
toda inocente
diante de você...
Será mesmo algum tipo
de inocência?
Será mesmo alguma 
inocência
em um devasso nada
romântico
como eu?
Ou será mentira
que para mim mesmo
conto diante da fervura
do seu abraço?
Como uma medusa,
cujos cabelos enredam
como serpentes devoradoras
meus medos mais tenebrosos,
você me sintoniza com 
toda a vestimenta de luxúria
muito vadia
das tuas possantes garras!
Garras
que me arrancam
a tranquilidade!
Garras
que dissolvem
minha paz!
Garras
que rasgam 
minha harmonia!
Garras que rasgam
as minhas costas
nos planos plenos
êxtases de todo momento
de maior loucura
nos terremotos da cama!
Sou seu prisioneiro,
seu escravo,
seu servo,
um homem aos seus pés...
Pés que ouso
beijar por horas...
Pés que devoro
com beijos ferozes...
Pés que acaricio
com beijos fervorosos...
Pés que me massageiam
as costas arranhadas,
o ego abatido
e aquilo em mim
que você mais gosta...
Aquilo
que te faz delirar
mesmo sem motivos;
aquilo 
que te satisfaz
com todos os motivos;
aquilo
que te completo
cheio de complementos;
aquilo
que te encharca
dos pés à cabeça;
aquilo
que te rompe
as paredes mais intransponíveis
e apertadas;
aquilo
que tua boca trata
com excessivo carinho;
aquilo 
tuas mãos reduzem
a um amolecido conjunto
de nervos tranquilos:
meu rosto exibindo
um raro sorriso
daquele que aos seus pés
está atado
e rendido.

Inominável Ser
EM IMPERFEITA
RENDIÇÃO
AOS PÉS
DELA




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