Imperfeita,

Imperfeita XXI

20:57:00 Inominável Ser 0 Comments


Teya Salat



O feiticeiro veneno
de sua volátil presença,
a obsessiva permanência 
suada de sua pele
na minha pele,
tudo representando jogos
que muito são jogados...
Jogados por baixo
das mesas quebráveis...
Jogados por baixo
das cadeiras dobráveis...
Jogados por cima
de casas construídas
sobre platôs contaminados
de urânio
e gelatina...
Jogados em nós,
Enquanto estivermos entrelaçados
neste processo contra
a diária náusea preparada
sempre para nos embriagar
em bares cheios de
nada românticos vagabundos
como nós dois...
Procedemos
como o terror
da chatice!
Recorremos
contra os julgamentos
da moralidade!
Derrubamos
os grandes muros
da hipocrisia!
Esgotamos
as toneladas de
entorpecentes
chamados ácidos
desejos
e tórridos
esvaziamentos!
Esvaziamentos
em nossas peles!
Esvaziamentos
em nossas mentes!
Esvaziamentos
em nossos corpos!
Esvaziamentos
em nossas almas!
Esvaziamentos
em nossos Eus!
Esvaziamentos
em nossos Não-Eus!
Esvaziamentos
em nossos Seres!
Esvaziamentos
em nossos Não-Seres!
Esvaziamentos!
Esvaziamentos!
Esvaziamentos!
Envolvimentos,
enfim,
no momento após
os variados êxtases
em sorrisos,
em abraços,
em braços,
em pernas,
em pés,
em quadris...
Em tudo...
Por tudo...
Para tudo...
No todo...
Pelo todo...
Em todo...
Tudo
que perdemos...
Tudo
que encontramos...
O todo
que percorremos...
O todo
que perfilhamos...
Palavras difíceis,
não acha?
Ah,
sejamos do povão,
digamos assim:
de todo modo,
a gente se entende
no rolar
e no roçar
em que todos os casais
comprovam ser
peões daquele jogo
cheio de fátuos venenos
incansáveis...

Inominável Ser
NESTE IMPERFEITO
VENENOSO
JOGO





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