Angústia,

Dois Perdidos Em Outonais Noites

23:08:00 Inominável Ser 0 Comments


Drown My Sorrow - Autumn Requiem


Com o medo,
vem todos os demais
sentimentos outonais
vertendo sobre linhas
retas
e curvas
de minha alma
a brisa ardente
das lembranças que
ainda doem…

Ainda dói
aquela lembrança de
dois anos…

Ainda dói
aquela lembrança de
três anos…

Ainda dói
aquela lembrança de
sete anos…

Ainda dói
aquela lembrança lá
de longe…

Ainda doem
todas aquelas
lembranças…

Foram ensinamentos
de outros outonos,
tempestades de ilusões
atingindo meu rosto,
meus olhos,
meus pulmões,
meu coração,
minha mente,
minha alma…

E ficaram…

E ficam…

E ficarão…

Aqui…

Sempre aqui…

Sempre…

Sempre sempre sempre aqui…

Lembranças não matam,
castigam,
espancam,
torturam,
sacrificam,
mutilam,
estrangulam,
decapitam,
arruinam…

Outonos
trazem lembranças…

Outonos
abraçam lembranças…

Outonos
nos trazem…

Outonos
nos abraçam...

Mas,
estou contigo agora,
sem expectativas,
sem planos,
sem perspectivas,
sem retrospectivas,
tomando um chá
de camomila,
degustando chocolate
branco
e assistindo aquele filme
coreano
sobre assassinos,
prostitutas
e asas quebradas…

E aguardamos juntos
a chegada
do inverno.

Oramos juntos
pela chegada
da primavera.

Ansiamos juntos
pela chegada
do verão.

Estações que cheguem
em nós,
dois perdidos
em outonais noites
onde aquecemos
nossos corpos frios
sob pesados
e gastos lençóis…

Inominável Ser
URBANO SER
DE OUTONAL
ANOITECER
NOS BRAÇOS
DELA




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Angústia,

Meu Rugido Mais Sincero

20:21:00 Inominável Ser 0 Comments


Vou abrir o meu coração
Agora
Totalmente,
Pois é somente o que
Me resta
Em todas as quebras
De minhas expectativas…

Não crio,
No entanto,
Mais nenhuma expectativa,
Não teço mais
Sonhos em mesas
De vidro quebrável
E nem aguardo mais
A chegada de algo
Encantado…

Tudo que a vida
Me roubou
Ou tudo que
Roubei da vida?

Tudo que a vida
Me negou
Ou tudo que
Neguei da vida?

Não mais importa,
Não tem mais volta,
O Tempo
Passou,
O Espaço
Diminuiu,
Meu coração é
Bem pequeno agora
E ainda assim
Teimo em algo
A sentir…

Você chegou
Como alguém que eu
Não aguardava,
Conquistou
O meu coração,
Conquistou
A minha mente,
Conquistou
A minha alma…

Chegou como
A rosa perfeita
Para ser plantada
Em meu jardim,
Jardim onde
Alguns sonhos
Continuam a existir…

Temo que se afaste
Um dia
Como as outras rosas…

Temo que vá embora
Um dia
Como as outras…

Temo que vá embora
Um dia
Como todas…

É humano sentir
Medo
E tão humano querer
Ainda ter uma chance
Para poder realizar
Aqueles antigos sonhos
Que cultivei
Em relação
Ao Verdadeiro Amor…

Tenho muito medo
E te amo
Com todo este medo
A me assolar…

Isto é um poema
Dolorido
E as lágrimas
Queimam meu rosto
Nesta escrita
A me fulminar…

É o poeta
Que te ama
Aqui a se entregar
A um sincero momento
De reflexão,
Razão
E choque de realidade…

Ser romântico
Não é ser idiota
E ser um
Nada romântico
Não é ser imbecil…

Não sei mais
De nada,
Apenas devo expressar
Esta dor
Que sentida tem sido
Pelos que amam
Como eu
Desde o começo
Deste planeta…

É apenas algo
Fruto do amargo café
Que todo dia tomo
Com um pão seco
Que nunca desce
Em minha garganta…

Um pão chamado
Insegurança.

Um pão
Também chamado
Tristeza.

Um pão
Igualmente chamado
Lembrança.

Um pão
Que ainda por cima
Não deixa de ser
Chamado
Ilusão.

Inominável Ser
TENTANDO
NÃO COMER
TAL PÃO




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A Deusa,

Tudo Que Eu Posso Pedir

21:18:00 Inominável Ser 0 Comments


Tudo que eu posso pedir
É a natural admiração
De cada um dos teus passos
No asfalto da cidade
Gasta
E esgotada
Imerecedora da riqueza
De teus pés.

Tudo que eu posso pedir
No reinado da tua
Essência em mim
É que me deixe
Como um navegante
Pelos labirínticos
Negros cachos
De teus lindos
Cabelos.

Tudo que eu posso pedir
Assinando meu nome
Em versos próximos
De tudo que se direciona
Ao Verdadeiro Amor
É uma chance
De te dar cada astro
De toda
A Criação.

Tudo que eu posso pedir
Estando tão cansado
E com o corpo inteiro
Fatigado pela diária
Tortura de tudo que
Nas costas carrego
É deitar minha cabeça
Em teu colo.

Tudo que eu posso pedir
Em ritos evocatórios
Da Deusa em ti
É um altar para
Nós dois
Exercermos como
Deuses
O que a Natureza
Determinou a todos
Que se tocam
Muito além
Do corpo.

Tudo que eu posso pedir
É simples,
Minha cara amiga,
Minha doce amante,
Minha mutável rosa,
Simples como
Tudo que nos une
Nestes tempos onde
Romantismo está ficando
Raríssimo.

Tudo que eu posso pedir
Vem d’alma
Minha,
Querida Musa
Que alegra meus
Cinzentos dias nesta
Terra obscura.

Tudo que eu posso pedir
Vem além
D’alma minha,
Consorte Inspiradora
Deste Romance Eterno
Onde me encaixo
Nas estrofes
Não manifestadas.

Tudo que eu posso pedir
É desejar contigo
Unidade.

Tudo que eu posso pedir
É sonhar contigo
Na Eternidade.

Tudo que eu posso pedir
É realizar contigo
Toda Realidade.

Tudo que eu posso pedir:
Apenas o meu modo
De entregar-me a ti.

É tudo

Que eu posso

Assim

Pedir

.

.

.

Inominável Ser
UM ROMÂNTICO
PEDINTE




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Amores Diurnos Inomináveis,

Sacuda Seus Cabelos Ao Sol

18:00:00 Inominável Ser 0 Comments



Aproveite cada benção solar,
cative o Astro-Rei
como amável
Filha Solar!

Olhe,
A Carruagem De Apolo
irrompe no firmamento!

Olhe,
Apolo sorri
te doando poder!

Olhe,
O Apolíneo
é dado a você!

Sacuda seus cabelos
ao sol,
Deuses agradecerão!

Sacuda seus cabelos
ao sol,
Deusas abençoarão!

Sacuda seus cabelos
ao sol,
O Deus
E A Deusa
Te Erguerão 
Ao Templo
Do Cósmico Romance
Maior!

Beije-a,
Sol!

Beije-a,
Sol!

Beije-a,
Sol!

Uma Filha
Das Manhãs
Merece Sempre
Reinar!

Inominável Ser
UM FILHO
DO SOL





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Angústia,

Toda Vez

20:33:00 Inominável Ser 0 Comments


Elizabeth Minto Das


Toda vez que paro
Diante das horas
Para buscar um canto
Onde meditar possa
Vem muito violenta
A energia de tua
Essência

Toda vez que vou
Meditar sobre as presenças
Que sinto agitadas
Em incoerentes ocorrências
Dentro do mundo
Onde me escondo
Vem ainda
Mais violenta
A rítmica harmonia
Da tua dança

Toda vez que alcanço
Um novo estado
De alta consciência
Faço proliferar
A sandice mui sagrada
Que incondicionalmente
Me sacode
Com extrema violência
Na redundância
Da tua banda

Toda vez que impulsiono
Toda velocidade
No andamento
De cada coisa
Que tenta me parar
Diante de precipícios
Uma tempestade
De suprema violência
Me abate diante
Da onipresença
Onisciente
Onipotente
Do teu olhar

Toda vez
É isto

Toda vez
É aquilo

Toda vez
É tudo assim

Toda vez
É algo assim

Toda vez
É esse teu olhar
Que me faz lembrar
De cada perigo
Representado
Pelo apego

Toda vez
Que penso em
Não me apegar

Toda vez
Que admito que não
Devo me apegar

Toda vez
Que juro que
Não vou me apegar

Toda vez minto
Ontem
Hoje
Amanhã

Toda vez me apego
Apenas a uma mentira
De algo que
Nunca
Ocorre
Ocorreu
Ocorrerá

Toda vez
Seus olhos
Me envolvem
E apenas observam
Meu Eu
Até o fundo
Deste abismo
Que trago aqui
Dentro do meu
Ser

Toda vez
Os seus olhos

Toda vez
Seus penetrantes olhos

Toda vez
Seus possantes olhos

Toda vez
Seus vigilantes olhos

Toda vez
Seus viajantes olhos

Toda vez

Toda vez

Toda vez

Toda vez

Toda vez

Toda vez

Toda vez

Toda vez

Toda vez

Passo menos
A te entender
E me enrosco
Nos labirintos
De teus olhos

Inominável Ser
ENROSCADO
TODA
VEZ




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