Angústia,

Toda Vez

20:33:00 Inominável Ser 0 Comments


Elizabeth Minto Das


Toda vez que paro
Diante das horas
Para buscar um canto
Onde meditar possa
Vem muito violenta
A energia de tua
Essência

Toda vez que vou
Meditar sobre as presenças
Que sinto agitadas
Em incoerentes ocorrências
Dentro do mundo
Onde me escondo
Vem ainda
Mais violenta
A rítmica harmonia
Da tua dança

Toda vez que alcanço
Um novo estado
De alta consciência
Faço proliferar
A sandice mui sagrada
Que incondicionalmente
Me sacode
Com extrema violência
Na redundância
Da tua banda

Toda vez que impulsiono
Toda velocidade
No andamento
De cada coisa
Que tenta me parar
Diante de precipícios
Uma tempestade
De suprema violência
Me abate diante
Da onipresença
Onisciente
Onipotente
Do teu olhar

Toda vez
É isto

Toda vez
É aquilo

Toda vez
É tudo assim

Toda vez
É algo assim

Toda vez
É esse teu olhar
Que me faz lembrar
De cada perigo
Representado
Pelo apego

Toda vez
Que penso em
Não me apegar

Toda vez
Que admito que não
Devo me apegar

Toda vez
Que juro que
Não vou me apegar

Toda vez minto
Ontem
Hoje
Amanhã

Toda vez me apego
Apenas a uma mentira
De algo que
Nunca
Ocorre
Ocorreu
Ocorrerá

Toda vez
Seus olhos
Me envolvem
E apenas observam
Meu Eu
Até o fundo
Deste abismo
Que trago aqui
Dentro do meu
Ser

Toda vez
Os seus olhos

Toda vez
Seus penetrantes olhos

Toda vez
Seus possantes olhos

Toda vez
Seus vigilantes olhos

Toda vez
Seus viajantes olhos

Toda vez

Toda vez

Toda vez

Toda vez

Toda vez

Toda vez

Toda vez

Toda vez

Toda vez

Passo menos
A te entender
E me enrosco
Nos labirintos
De teus olhos

Inominável Ser
ENROSCADO
TODA
VEZ




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