Angústia,

Meu Rugido Mais Sincero

20:21:00 Inominável Ser 0 Comments


Vou abrir o meu coração
Agora
Totalmente,
Pois é somente o que
Me resta
Em todas as quebras
De minhas expectativas…

Não crio,
No entanto,
Mais nenhuma expectativa,
Não teço mais
Sonhos em mesas
De vidro quebrável
E nem aguardo mais
A chegada de algo
Encantado…

Tudo que a vida
Me roubou
Ou tudo que
Roubei da vida?

Tudo que a vida
Me negou
Ou tudo que
Neguei da vida?

Não mais importa,
Não tem mais volta,
O Tempo
Passou,
O Espaço
Diminuiu,
Meu coração é
Bem pequeno agora
E ainda assim
Teimo em algo
A sentir…

Você chegou
Como alguém que eu
Não aguardava,
Conquistou
O meu coração,
Conquistou
A minha mente,
Conquistou
A minha alma…

Chegou como
A rosa perfeita
Para ser plantada
Em meu jardim,
Jardim onde
Alguns sonhos
Continuam a existir…

Temo que se afaste
Um dia
Como as outras rosas…

Temo que vá embora
Um dia
Como as outras…

Temo que vá embora
Um dia
Como todas…

É humano sentir
Medo
E tão humano querer
Ainda ter uma chance
Para poder realizar
Aqueles antigos sonhos
Que cultivei
Em relação
Ao Verdadeiro Amor…

Tenho muito medo
E te amo
Com todo este medo
A me assolar…

Isto é um poema
Dolorido
E as lágrimas
Queimam meu rosto
Nesta escrita
A me fulminar…

É o poeta
Que te ama
Aqui a se entregar
A um sincero momento
De reflexão,
Razão
E choque de realidade…

Ser romântico
Não é ser idiota
E ser um
Nada romântico
Não é ser imbecil…

Não sei mais
De nada,
Apenas devo expressar
Esta dor
Que sentida tem sido
Pelos que amam
Como eu
Desde o começo
Deste planeta…

É apenas algo
Fruto do amargo café
Que todo dia tomo
Com um pão seco
Que nunca desce
Em minha garganta…

Um pão chamado
Insegurança.

Um pão
Também chamado
Tristeza.

Um pão
Igualmente chamado
Lembrança.

Um pão
Que ainda por cima
Não deixa de ser
Chamado
Ilusão.

Inominável Ser
TENTANDO
NÃO COMER
TAL PÃO




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