Meus Outros Primeiros Romances - Poema Vinte - Sem Título V

Photo by Tina Ruzina

Na inconsciência da magia do seu
olhar, peço para me amar, peço
misericordiosamente para me amar, peço
para nadar nas delícias do seu corpo,
peço para tumultuar o meu domicílio
interior e meu apêndice espiritual,
consideravelmente incapaz de medir
e assegurar o quanto você é
bonita.
Sua beleza agressiva e selvagem é
como um tiro no coração, como
uma espada cravada no peito, porque
é esplêndido o seu corpo.
Deslumbrante é essa sua boca, que
tenho vontade de beijar.
E lamber
todo o seu corpo junto com vinho
para depois atingirmos juntos a
obra-prima do sexo.
Quero transar, transar, transar, transar
com você até a exaustão de minhas
forças, até o vazio de minha
alma, embelezando ainda mais
nossa paixão.
Sei que me ama tanto quanto eu te
amo, mais do que a própria
beleza que é tua companheira.
Desculpe.
Quem me dera que você me amasse,
quem me dera que você me desejasse,
já que as coisas que escrevi acima
eu sei que nunca vão acontecer
entre mim e você, entre o
leão e a princesa, entre o dragão e
a ninfeta.

05 de maio de 1994





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